Acordar cedo já não é muito agradável e quando é preciso estudar é pior ainda. A privação de sono tem efeitos nocivos ao organismo e dentre outros problemas, pode resultar em baixa performance escolar, aumento de peso, sintomas depressivos, declínio da atividade física. Nos últimos anos, cientistas vem estudando o cérebro de pessoas que acordam muito cedo para estudar e tem mostrado que um sono de qualidade é fundamental para a aprendizagem, pois consolida memórias e estimula a cognição. Mas o que podemos ver, é que as escolas continuam ignorando estas descobertas ao praticar horários que estão muito aquém da necessidade de sono dos alunos.
Fernando Louzada, neurocientista pós-graduado pela Harvard, defende veemente a mudança do horário de estudo para alunos do período da manhã. Segundo ele, o sono é importante não só para a concretização do aprendizado. O sono e mais individualmente os sonhos permitem a geração de novas ideias, a criatividade e, consequentemente, a capacidade de resolução de problemas. Além disso, estudos prévios mostram que dormir ajuda a formar memórias declarativas, que é toda aquela que conseguimos declarar como nome, datas, fatos, locais e também a memória procedural, ou seja, motora. Se aprendemos a realizar uma tarefa motora de digitação, por exemplo, quando dormimos, o sono melhora o seu desempenho.











